Autor: mytheosholt
História publicada no subforum nosleep no reddit. A história pertence ao seu respectivo autor, eu apenas a traduzi para o português.
O paciente que quase me fez desistir da medicina (Parte 2)
Autor: mytheosholt (Melhor Monstro Original 2015)
Sabe,
eu subestimei o quão difícil seria escrever tudo isso, apesar de que o fato de
que vocês todos parecem acreditar nisso e até especulam o que aconteceu é, de
alguma forma, reconfortante. Eu li seus comentários e, enquanto eu posso dizer
que nenhum de vocês está perto de adivinhar o que há de errado com esse
paciente (e, para ser justo, vocês ainda não sabem a história toda ainda), é
legal ver que as pessoas levam a minha história a sério. Talvez ainda haja
esperança, depois de tudo.
De
qualquer forma, onde eu estava? Ah, sim, o prontuário do Joe e o fato de que
praticamente não houve nenhuma atualização por quatro anos.
Bem,
em 1986, o prontuário começou novamente. Parece que cortes no orçamento fizeram
com que os pacientes precisassem dividir quartos. Assim, há uma nota do novo
Diretor Médico, Dr. A., instruindo a equipe a encontrar um colega de quarto que
seja pouco propenso a despertar seja lá qual for a condição de Joe.
A
equipe evidentemente falhou nisso. A nota seguinte também era do Dr. A. e
estava endereçada a uma Dra. G, que eu sabia que era a atual Diretora Médica.
Estava escrito o seguinte:
14 de Dezembro, 1986 – Nota. De: Dr. A.
Para: Dra. G..
Eu não sei de quem foi a ideia de colocar o
Philip A. no quarto do Joe M., mas seja lá de quem foi, eu quero que essa
pessoa seja demitida. Colocar um homem adulto seriamente agressivo no quarto
com um menino que tem a necessidade de provocar as pessoas obviamente não
traria bons resultados. Então, agora, parece que nós temos pelo menos um
paciente cuja família pode processar o hospital caso descubram o que aconteceu
com o filho deles. Eu imagino que você já tenha escutado histórias sobre Philip
ter precisado de sedação antes que ele pudesse cumprir a promessa que fez de
“matar aquele maldito monstrinho”. Eu não sei o que isso fará com a condição do
Joe, mas não consigo imaginar que será bom.
Depois
desse primeiro desastre, os registros indicam que Joe foi colocado junto com
outro paciente mais próximo de sua idade: um menino de oito anos que foi
internado por esquizofrenia desorganizada. Isso, aparentemente, teve um
resultado muito pior.
16 de Dezembro, 1986. – Nota. De: Dr. A. Para: Dra. G.
A nossa seguradora não vai ficar feliz se
nós tivermos mais incidentes como esse com o Will A.. A única boa notícia
nisso, eu acho, é que a autópsia não mostrou nenhum sinal de agressão. Eu
imagino que as tendências agressivas de Joe tenham diminuído um pouco. Mas
mesmo que a autópsia consiga nos absolver de qualquer culpa, eu me preocupo que
um bom advogado conseguirá destruí-la na corte. Quando foi a última vez que um
menino de oito anos morreu de ataque cardíaco? Cheque com a enfermeira e reze
para que Will não tenha recebido uma dose muito alta ou algo assim.
A
colega de quarto de Joe seguinte foi uma menina de doze anos que foi internada
por transtorno de estresse pós-traumático após ser abusada sexualmente por seu
pai. Havia uma nota junto da evolução sobre a troca de quarto instruindo as
enfermeiras e técnicos a periodicamente darem uma olhada nos dois, porque a
menina, aparentemente, tinha a tendência a ficar violenta a qualquer
provocação. Conforme aconteceu, ela foi quem se beneficiou dessa proteção.
18 de Dezembro, 1986. – Nota. De: Dr. A. Para: Dra. G..
Demita todos os técnicos que estavam
trabalhando ontem à noite. Exceto o que os pegou. Eu quero que ele seja
colocado como responsável pela ala. Você vai pessoalmente se encarregar do
tratamento da Nadya I.. Apenas alguém experiente como você vai conseguir fazer
algo, depois de seja lá o que aquele pirralho tentou fazer com ela. E, aliás,
descubra como ele ficou sabendo dessas coisas. Se as técnicas estão falando
sobre esse tipo de coisa perto de pacientes jovens, elas precisam ser demitidas
ou repreendidas. Crianças de dez anos podem desenvolver impulsos daqueles cedo,
particularmente meninos, mas não normalmente impulsos em relação a nada tão...
específico. Enquanto isso, verifique que colocamos contenções de couro na cama do Joe M. para que ele não possa
fazer algo assim de novo.
O
último colega de quarto de Joe que veio da população geral de pacientes
psiquiátricos era um adolescente viciado em metanfetamina que desenvolveu um
transtorno de personalidade paranoide grave, provavelmente escolhido porque ele
facilmente conseguiria se defender de Joe, se ele tentasse atacá-lo. E, além
disso, como precaução contra esse tipo de agressão, os dois foram colocados num
quarto em que eles poderiam ser permanentemente contidos para impedi-los de
machucarem um ao outro. Entretanto, as coisas não ficaram melhores:
20 de Dezembro, 1986. – Nota. De: Dr. A. Para: Dra. G..
Primeiramente, veja alguém para nos
conseguir contenções mais fortes para as nossas camas. Depois do que aconteceu
na última noite com Claude Y. e tudo que aconteceu nessa última semana, nós
vamos precisar garantir para o público que nada assim irá acontecer de novo.
Além disso, peça para os técnicos irem ao quarto mais uma vez, porque eu estou,
honestamente, incrédulo com a explicação que eles estão nos dando. Não importa
o quão paranóide o Claude era; não há nada naquele quarto que pudesse
assustá-lo o suficiente para fazê-lo mastigar diversas amarras de couro e se
jogar da janela. As amarras já seriam difíceis o suficiente, mesmo com toda a
adrenalina. Mas forçar uma janela de barras? Tem de haver algo de errado com as
barras, ou com a cama, ou com a janela.
De um jeito ou de outro, portanto, eu quero
descobrir o que aquela criança está fazendo para que acidentes assim aconteçam.
Escolha qualquer técnico que você quiser para ficar de noite com ele amanhã.
Certifique-se que o técnico tem tudo que precisa para se defender: taser,
bastão, qualquer coisa. Trate o caso dele como de um paciente criminalmente
insano, mesmo que nós não podemos provar que nada aconteceu, além do incidente
com a Nadya. Oh, e faça o técnico levar um gravador com ele. Se aquele
desgraçado fizer qualquer som, até respirar, eu quero que esteja disponível
para ser analisado.
Havia
outro registro indicando onde encontrar a gravação que aparentemente resultou
dessa ordem. Eu anotei isso também. Havia uma última comunicação do Dr. A.
sobre o Joe e nela, finalmente, eu encontrei pelo menos uma resposta parcial do
porquê da equipe estar tão desesperada com o diagnóstico desse paciente em
particular. Mas, ao contrário dos outros documentos, esse não era uma simples
nota. Era uma carta, aparentemente guardada pela Dra. G..
Cara Rose,
Eu acabei de falar com o Frank. Acho que é
claro dizer que ele não vai conseguir trabalhar pelo menos por um mês, pelo
estado que ele se encontra. E você sabe o quê? Eu vou deixar ele tirar esse
tempo como licença saúde, porque é minha culpa que ele está assim. Não posso
punir alguém por seguir as suas ordens. Se ele não melhorar até o tempo acabar,
nós vamos ter que mantê-lo por aqui.
Eu também cheguei a uma conclusão: seja lá o
que Joe tem, eu tenho certeza que nós não podemos curá-lo. Eu não sei nem se
nós podemos diagnosticá-lo. Obviamente não está no DSM. E dado o efeito que ele
tem nos outros, eu estou começando a duvidar que alguém poderia diagnosticá-lo.
Mas sabe o que é, Rose, as coisas que Joe
estava tentando lembrar o Frank? Elas eram todas pesadelos que o Frank tinha
quando era criança. Ele disse que o monstro nesses pesadelos esteve sussurrando
para ele a noite toda, dizendo o quanto ele sentiu falta de persegui-lo, de
capturá-lo, de comê-lo.
Era absurdo. Como um menino tão jovem
saberia o que um homem de 40 anos costumava sonhar? E então eu ouvi a fita. E a
coisa é, eu não consigo chegar a nenhuma outra conclusão, a não ser que ele
imaginou isso. Eu não ouvi nenhum som, e o microfone estava ligado o tempo
todo. Além disso, Joe estava contido do outro lado do quarto, então se ele
estava fazendo um som alto o suficiente para o Frank ouvir, o microfone teria
pego. Eu não acho que ele poderia ter disfarçado isso, a não ser que ele
estivesse do lado da orelha do Frank e sussurrando, o que é, obviamente,
impossível.
Mais estranho ainda é que depois de um
tempo, eu comecei a escutar a respiração do Frank muito alta. E a respiração
dele não era normal. Parecia que ele estava hiperventilando, como se ele
estivesse tendo um ataque de pânico, na verdade. Mas eu escutei a fita de novo
e de novo, e não há outros sons. Nenhum. Então
eu não tenho nem ideia do que o Frank está falando.
Eu agora sei com certeza, depois dessa
sessão e depois da outra que eu tive com ele, que nós não podemos curar o Joe.
Vai ser preciso um médico melhor que eu para entendê-lo e boa sorte em
encontrar um que aceite vir trabalhar nesse lugar de merda. Talvez ele morra
aqui. Mas não há nada que possamos fazer.
Rose, você vai ser Diretora Médica um dia.
Nós dois sabemos disso. Nós já discutimos isso extensivamente. Eu sei que você
vai se sentir tentada a tratá-lo você mesma. Por favor, não faça isso. Eu não
quero que você se torne uma pilha de nervos também. Simplesmente deixe ele aqui
por conta dos pais dele e conte pra eles qualquer história que você tiver que
contar. Eles são ricos o suficiente para pagar por uma vida inteira de cuidado.
Mesmo que eles fiquem pobres, arranje um quarto dentro do orçamento. Eu não
conseguiria suportar se eu soubesse que eu tive ele sob meu cuidado e ele, de
alguma forma, saiu para criar problemas no mundo real com seja lá o que ele tem
porque nós falhamos. Prometa para mim, Rose. – Thomas.
Depois
dessa carta, havia apenas um documento oficial declarando que todo tipo de
terapia com “Joe” seria interrompida. Ele teria seu próprio quarto, mas seria
contido nele 24 horas por dia, sete dias por semana. Apenas um grupo seleto de
técnicos poderia entrar para trocar suas roupas e apenas a enfermeira mais
experiente teria a responsabilidade de dar medicação a “Joe”. Todos da equipe
foram encorajados a ficar longe dele. Ele não seria referido por nada além
desse apelido que encurtava seu nome, para que qualquer um querendo descobrir
mais informações não soubesse por onde começar. Isso era, em suma, tudo que eu
observei desde que comecei a trabalhar aqui.
Mesmo
assim, se eu estava intrigado antes, eu estava completamente curioso agora.
Aqui havia a possibilidade de descobrir uma doença previamente desconhecida –
não a mera permutação de algo já descrito no DSM, mas algo completamente novo!
E eu tinha o paciente zero sob o teto do hospital. Minha escolha de residência
agora parecia quase um ato de Deus. Havia só uma coisa a fazer agora: escutar
as fitas que foram mencionadas.
Eu
imediatamente voltei ao funcionário do arquivo e mostrei para eles o número de
registro delas, esperando consegui-las rápido. Entretanto, para minha surpresa,
depois de ele digitar os números no seu computador, ele franziu as
sobrancelhas, parecendo confuso, e caminhou para os arquivos sem dizer uma
palavra. Cerca de meia hora depois, ele voltou parecendo ainda mais confuso.
“Não
há nada registrado com esses números, rapaz”, ele disse. “Nunca houve. Você tem
certeza que os escreveu certo, né?”
Eu
tinha certeza que eu tinha e, de qualquer forma, eu não podia arriscar ir
novamente e alertá-lo de qual prontuário eu estivera olhando. Além disso, se
elas algum dia estiveram aqui, faz sentido que elas tenham sido destruídas ou
removidas, dado sua conexão com o maior paciente problema do hospital. Eu fingi
um sorriso e balancei a cabeça pro funcionário do arquivo.
“Alguém
pregou uma peça em mim”, eu disse. “Desculpe por desperdiçar seu tempo,
senhor”.
Eu
saí do arquivo do hospital e me esgueirei discretamente para fora do hospital.
Eu não queria ser visto por alguém que pudesse se perguntar o que eu estava
fazendo ali no meu dia de folga. Além disso, eu precisava de tempo para pensar
sobre o que estava escrito no prontuário, antes de fazer qualquer tentativa de
falar com o paciente.
Que
Joe começou com algum tipo de desordem baseada na empatia era óbvio. O que era
confuso era o quão extrema era. A empatia emocional dele – isto é, a habilidade
de sentir o que as outras pessoas estão sentindo – era obviamente não
existente, se ele estava fazendo pessoas se matarem e tentando estuprar uma
menina antes que ele pudesse saber o que estupro era. Mas a empatia cognitiva –
isto é, a habilidade de reconhecer o que os outros estão sentindo – devia ser
inacreditável. Quase super humana. Não apenas ele conseguia reconhecer as
inseguranças de uma pessoa, mas ele conseguia prever com acurácia incrível como
explorá-las para causar o máximo de sofrimento. Era o tipo de habilidade que eu
esperaria ver num interrogador treinado da CIA, não algo espontaneamente
desenvolvido por uma criança.
Mais
intrigante ainda havia sido a mudança aparente de táticas dele depois de seu
desastroso encontro com o primeiro colega de quarto. Antes disso, vários
registros de terapia indicam que a atitude preferida dele era induzir
sentimentos de medo ou de auto-ódio em suas vítimas. Entretanto, imediatamente
depois, como se seu modus operandi tivesse mudado do nada, ele começou a
induzir medo tão extremo que causaria uma resposta de luta ou fuga. Por que
essa mudança repentina de atitude? O que tinha acontecido para mudar seus
sintomas?
E isso
é assumindo que tinha sido ele quem fez essa sensação de medo se iniciar. O
fato que o encontro do técnico com ele revelou apenas silêncio e isso tornou o
enigma mais profundo. Eu voltei e olhei nos registros do primeiro colega de
quarto. A implicação era claramente de que Joe tinha sido agredido. Poderia
essa agressão tê-lo feito sofrer um surto psicótico e ficar catatônico? Mas,
então, como explicar o abuso sexual na noite seguinte?
Todas
essas eram perguntas que eu sabia que perseguiam os médicos de Joe por anos,
então a perspectiva de resolvê-las numa única noite sem falar com o paciente
era claramente impossível. Mesmo assim, minha mente ficou percorrendo-as de
novo e de novo, enquanto eu tentava tentar dormir. Eventualmente, eu comecei a
pensar em outras coisas.
Isso
não ajudou. Provavelmente, por causa da referência quanto a experiência
negativa do técnico de enfermagem, um dos pesadelos da minha infância ressurgiu
aquela noite. Eu não comentaria sobre isso, mas ele tem relevância ao que
acontecerá depois, então é melhor que eu explique.
Quando
eu tinha seis anos, meu cachorro, Marty, se afogou em um rio. Nós estávamos
brincando de buscar por perto, e, em um momento, eu joguei o graveto tão longe
que eu não conseguia ver onde ele tinha ido. Assim, o graveto caiu no rio, e
tinha acontecido uma tempestade na noite anterior, então o rio estava
particularmente turbulento. Tudo isso para dizer que quando o Marty correu para
pegar o graveto, ele foi pego pela correnteza e bateu sua cabeça em uma pedra,
se afogando antes de ser resgatado dali a uma ou duas milhas.
Eu
sabia que havia algo de errado quando ele não voltou com o graveto, e os meus
pais tentaram me proteger da verdade. Entretanto, quando eles trouxeram o
cadáver para casa, eu, de alguma forma, pensei que podia trazer meu cachorro de
volta a vida, então eu lutei para ver o corpo. Eu ainda tenho aquela imagem do
crânio ensanguentado de Marty como um dos meus maiores traumas de infância,
mesmo que eu já tenha superado a minha participação na morte dele.
Mas
isso não era verdade no início, provavelmente por isso que o pesadelo que eu
irei descrever começou. No meu sonho, eu estava de pé na beira do rio com o
Marty, mas não era um rio comum. Ao invés disso, ele ganhou vida e começou a
tentar me puxar com braços longos, ondulados como se fossem tentáculos. No
sonho, eu sempre conseguia lutar e voltar à margem, mas o Marty não tinha tanta
sortem e eu tinha de assistir enquanto ele lutava e se debatia com os
tentáculos estrangulando-o. Eu queria pular e tentar salvá-lo, mas, como
frequentemente acontece nos sonhos, o que você quer fazer e o que o sonho deixa
você fazer são coisas diferentes. Como criança, eu sempre iria acordar chorando
no momento que a cabeça peluda dele desaparecia na água.
Mas
na noite depois de ter encontrado o prontuário do Joe, tinha mais um detalhe
que me fazia acordar e foi esse: quando Marty desapareceu, eu conseguia escutar
o rio rindo. Era um barulho rouco, úmido e profundo que soava como se viesse de
uma garganta apodrecendo. Eu acho que eu devo ter gritado, porque a próxima
coisa que eu me lembro é a minha noiva me acordando e me abraçando.
Felizmente,
aquele sonho não voltou aquela noite, e eu, mais ou menos, esqueci sobre isso
quando eu voltei para o hospital, com a intenção de ver se havia algum jeito de
eu me encontrar com nosso misterioso paciente problema. Entretanto, quando eu
cheguei, uma nova distração se apresentou.
Uma
multidão estava reunida na entrada principal do hospital, incluindo várias
pessoas com câmeras e microfones se identificando como repórteres.
Imediatamente curioso com o que estava acontecendo, eu me empurrei pela
multidão, vendo uma maca levando um corpo encoberto para dentro de uma van da
polícia. Agora preocupado, eu olhei pela multidão, procurando algum rosto que
eu reconhecesse, e identifiquei um técnico que trabalhava na mesma ala que eu.
Eu fui até ele e perguntei o que aconteceu.
“Nessie
morreu”, ele disse, sua voz tão fraca que parecia estar há um milhão de milhas
de distância. “Estão dizendo que ela se jogou do telhado noite passada depois
de fazer a ronda. Ninguém sabe o porquê, mas um dos pacientes disse que ela fez
isso depois que ela terminou... Você sabe, com ele”.
Agora
tão horrorizado como o meu colega, eu me aproximei e lhe dei um abraço firme,
como que para certificá-lo que alguém estava sentindo o mesmo que ele. Ele não
reagiu. O choque ainda era muito forte.
Nota:
A próxima atualização será na sexta-feira. Nós estamos nos aproximando das
coisas que eu acho muito difíceis de falar, então meu ritmo de escrita irá
diminuir.
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